O Banco da Amazônia e a Agricultura Familiar

Agricultura Familiar

A Agricultura Familiar possui expressivas raízes históricas, entretanto, seu conceito tem atribuições contemporâneas e que permeiam as recentes políticas públicas. Nesse contexto, a agricultura familiar ocupa o cenário social em diversos aspectos, o que inclui a preocupação do Governo Federal e a criação de incentivos políticos e propostas de políticas públicas no campo da agricultura. O Banco da Amazônia considera a agricultura familiar uma das vertentes protagonistas no desenvolvimento do país e atua junto aos produtores rurais através do PRONAF – Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura. O PRONAF foi criado em 1996, no Governo de Fernando Henrique Cardoso, e de acordo com o Manual Operacional do PRONAF, o programa tem como objetivo geral propiciar condições para aumentar a capacidade produtiva, gerar emprego e renda, e melhorar a qualidade de vida dos agricultores familiares, além de promover o diálogo com outras entidades.

Apesar do caráter familiar, a atividade apresenta influência direta e significativa na geração de renda do país e tem se adaptado cada vez mais as exigências da sociedade moderna. Acompanhando a velocidade do mundo moderno, com demandas cada vez mais urgentes, as novas tecnologias mudam o perfil da agricultura familiar, conciliando mão de obra e as inovações tecnológicas, aumentando a capacidade produtiva. Por isso é importante ressaltar que o agricultor familiar, mesmo que moderno, é ator de forças sociais.

Há de se considerar, entretanto, que o meio rural é diverso, e que ocupa grande parte da produção brasileira. A história da agricultura familiar no Brasil evidencia essa pluralidade. Os índios foram os primeiros no país a tirar benefícios do cultivo e forneceram alimentos para os colonizadores. Posteriores a eles os escravos africanos e os mestiços integravam a parcela da população que tiravam da terra seu sustento, fornecendo alimentos para vilas e engenhos. Por fim os brancos não herdeiros e os imigrantes europeus. O movimento no campo cresceu nas décadas seguintes, ganhou representações locais, regionais e hoje, tem reconhecimento nacional.

É nesse contexto que o Banco da Amazônia foi criado em 09 de julho de 1942, com o nome de Banco Crédito da Borracha, e tinha a função de financiar os seringais da região norte do país. Instituído no Governo Vargas, em 1950 tornou-se o Banco de Crédito da Amazônia, até em 1966 ter oficialmente o nome Banco da Amazônia. O Banco da Amazônia atende os estados da Amazônia Legal: Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Fora da Amazônia possui unidades nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. O banco tornou-se nacionalmente conhecido como BASA e atualmente com 76 anos de atuação tem como missão “criar soluções para que a Amazônia atinja patamares inéditos e um desenvolvimento sustentável a partir do empreendedorismo consciente”.